Uma batalha pela sobrevivência: reunião da pulação contra o “cota zero”
Autor: Assessoria
Autor da Foto: Assessoria
A tarde da última segunda-feira, 05.06.2023 foi marcada por uma reunião envolvendo os vereadores do município, representantes da Prefeitura de Leverger, e integrantes da categoria dos pescadores, nas proximidades do Bairro Nossa Senhor de Fátima.
Além do presidente da Câmara, Rômulo Queiroz, os vereadores Miguel dos Santos, Adelmar Gálio, Laura Moraes, Duda Belmiro, representaram a Casa de Leis, quando ouviram e debateram diretamente com os pescadores sobre as questões apresentadas no projeto “Cota Zero”.
A proposta da proibição de transporte dos peixes nativos dos rios, como forma de preservação, não foi compreendida pelos pescadores, já que para eles, antes proibir as cidades de jogarem esgoto in natura direto nos rios.
“Na nossa região, baixada cuiabana, a fiscalização tem que ser feita intensiva, desde as nascentes, quando muitas estão sendo soterradas, ou contaminadas ainda no campo, nas proximidades das cidades, existem empresas que podem estar jogando dejetos diretamente na água. Hoje existem dois rios Cuiabá, um antes da capital e Várzea Grande, outro depois”, explicou um pescador indignado com a situação.
O vereador Rominho disse que a pauta para Santo Antônio de Leverger é de extrema importância, já que a atividade pesqueira, trata do modo de subsistência para centenas de famílias.
“Temos que buscar uma forma de atender a população e o governo do estado, quando o quesito é preservação, mas antes de qualquer atitude, em primeiro lugar vem a vida dessas pessoas, não é um salário mínimo que garante isso, acredito que os deputados, como também o governador, Mauro Mendes terá sensibilidade em olhar para este projeto, com ter mais humanitário”, ressaltou o vereador e presidente da Câmara, Rominho.
A prefeita, Francieli Magalhães ressalta que aprovação do Projeto, pode extinguir uma profissão milenar, e causar prejuízos a economia local, principalmente dos municípios da baixada cuiabana.
“A pesca movimenta a cadeia produtiva econômica da nossa região, é uma tradição que é passada de geração em geração, a proibição do transporte dos peixes, causa uma deficiência na sobrevivência de famílias com mais de 6 pessoas, proposta como essa, é inviável para a subsistência da nossa gente, que dependem exclusivamente da pesca, e isso, temos que buscar a melhor forma de resolver essa situação junto ao governo do estado”, declarou Francieli.
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